quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

III

Natal, Ano e Iguatemi (Niteróóóóiii)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Seguidores da mestra

Hoje, quando acordei, estava fazendo hora para ir ao médico e comecei a ler uns tópicos de uma comunidade que o povo da sala criou para falar de uma grande professora que tivemos na universidade.
Marise Morbach é daquele tipo que, quando começa a falar, você incrivelmente tem vontade de estudar. Ela é muito simples, tem um humor sarcástico e é a pessoa mais inteligente que já conheci na vida. Pegava uns textos da Hanna Arendt e Habermas e dava explicações sensacionais. Sinceramente, não existe professora como ela. Pelo menos eu não conheço alguém que se iguale. É uma grande mulher.

Aí vão algumas frases by Marise Morbach:

“Se você tirar os óculos da cabeça, talvez o tico dê a mão ao teco e eles façam uma sinapse para que eu tenha uma resposta sua”
“É, meninas, vcs se casaram num ato de extrema burrice”
“...E você, fulana, continua a mesma ou resolveu estudar?”

“É...a vida de vagabundagem também é dura.”
“Vamos iniciar logo a aula antes que vocês tenham uma síndrome de down.”
“Vcs estão muito novos para ficarem estressados! Eu, na idade de vcs, tinha muitos namorados...”
“Minha cara, viver o contraditório é inevitável”
“Agora você só quer saber de telefonia móvel e fixa, não é? Nada de ler os textos do Habermas...Pare de trabalhar! Trabalho não leva a lugar algum!”
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“M: Fulano, vc leu o texto?

F: Não!

M: Sua sinceridade me enoja!”
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“A garota se retira da aula...

M: Aonde vc vai?

A: Lá fora...estou com soluço!

M: Seu soluço é discretíssimo! Não ouvi nenhuma vez!”
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A: Boa tarde professora!

M: É incrível como vocês são, chegam atrasados e ainda vêm sorrindo.
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A: Marise, eu preciso falar contigo!

M: Se for pedir dinheiro ou orientação pra TCC, eu estou passando, meu caro!
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“Quando a Marise me chamava de canto pra reclamar das minhas faltas, confesso que o meu sangue gelava.
Uma vez ela disse: Fulana, minha cara, tome jeito, porque se continuar assim eu temo que seu futuro seja decrépito”
SSS
“Uma vez ela me perguntou aonde eu tinha pegado sol e eu respondi:
- Em Londres!
M: Ah é? Em que lugar de Londres? (participando da minha ironia)
Eu respondi: Eu tenho um puxadinho lá...
M: Ah, como eu queria ter um puxadinho em Londres ou em qualquer outro lugar fora daqui deste inferno!”
SSS
“Marise sendo sarcástica com o erro da nossa professora de arte:
M: Hoje começaremos a aula 3 bilhões de anos antes de Cristo, pois sabe-se que foi esse o exato tempo que o Egito foi criado.”
SSS
“Fulano: Marise, sabe como é, como estamos começando (um jornal) e gostamos demais da senhora, queríamos convidá-la para escrever o editorial da nossa primeira edição. Aceite isso como um convite.
E ela, em alto e bom tom, no meio da sala de aula, respondeu:
M: Jamais Matheus, jamais.”
SSS
*Frases retiradas da comunidade “Seguidores da Mestra Morbach”

sábado, 1 de dezembro de 2007

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Copiando...

'No lixo e no cinema,
o importante é
reciclar!'

LLL
Nosso entrevistado deste domingo é Ronaldo Passarinho Filho, jornalista, documentarista e apaixonado por cinema. Até hoje agradece a Pedro Veriano e ao saudoso Alexandrino Moreira a oportunidade que lhe deram de mergulhar nos clássicos da Sétima Arte. Como diretor, esteve à frente da série 'Lenda Amazônicas', de 1998, e do documentário 'Da Paz – o Theatro da Amazônia', de 2004. Como crítico, assina a coluna Zoom, em O LIBERAL, e o Blog de Cinema do Portal ORM, além de ser redator da Revista Cinética. A seguir, confira o que Ronaldo pensa sobre o cinema nacional, incentivos fiscais, pirataria entre outros assuntos.
LLL
Por Iva Muniz
Fotos Marcos Morteira
LLL
LLL
LLL
Troppo - Como surgiu a paixão por cinema?
LL
Ronaldo - Minha mãe sempre me levava ao cinema quando eu era criança. E não só para filmes infantis. Lembro de ter visto com ela 'Branca de Neve e os Sete Anões', mas também 'A Felicidade Não Se Compra', entre muitos outros. Mas quero destacar duas pessoas que me permitiram ter essa formação: Pedro Veriano e Alexandrino Moreira, falecido recentemente. Graças ao empenho cineclubista do Pedro pude conhecer ainda garoto filmes de Griffith, Murnau e Stroheim. E nos Cinemas I e II, do Alexandrino, pude acompanhar Hitchcock, Glauber Rocha, Bergman, Fassbinder e Fellini. Tive a sorte de crescer na época em que Pedro e Alexandrino fizeram de Belém um paraíso da cinefilia.
LLL
LLL
Troppo - Por que você foi morar no Rio de Janeiro?
LLL
Ronaldo - Morar no Rio me permite ter acesso a filmes que não chegam a Belém. Não apenas em mostras e festivais, mas nos circuitos comercial e alternativo. Com o fim do grupo Cinearte, ficou difícil ver bom cinema em tela grande na ‘Terra do Moviecom’. Belém tem uma locadora de altíssimo nível, a Fox, com uma seleção imbatível de clássicos. Mas até quando? O futuro não é muito promissor para as locadoras. O melhor amigo do cinéfilo em Belém é mesmo o PC. Só baixando filmes pela internet o cinéfilo paraense pode se manter antenado com o que há de bom no cinema hoje.
LLL
LLL
Troppo - Mas Belém não tem novos adoradores de cinema?
LLL
Ronaldo - Ainda bem que há uma nova geração que tenta dar continuidade ao trabalho do Pedro Veriano. Adolfo Gomes, quando morava em Belém (hoje em Salvador) organizou várias mostras de clássicos. Os estudantes do Cefet (antiga Escola Técnica) bolaram o ‘Transformação’ e trouxeram filmes de Takashi Miike e Kyioshi Kurosawa. Aerton e Fábia Martins andam organizando sessões malditas no Líbero Luxardo, com exibições de obras-primas como 'Mórbida Curiosidade' e 'Prelúdio para Matar'. Felipe Cruz, Mateus Moura e Miguel Haoni criaram o Cine UEPA, espaço onde podem exibir e debater filmes importantes, como 'Magnólia'.
LLL
LLL
Troppo - A fase do cinema brasileiro hoje é boa ou ruim?
LLL
Ronaldo - Gasta-se muito dinheiro no Brasil com um punhado de 'filmes de prestígio' que ninguém quer nem vai ver. Falta por aqui uma produção consistente de filmes de gênero. Não falo de comédias como 'Se Eu Fosse Você' nem de melodramas como 'Olga', que têm seu espaço, mas de filmes policiais, de ação, de horror. E não precisamos macaquear a sintaxe dos blockbusters hollywoodianos. As convenções do filme de gênero são universais. A Argentina, por exemplo, produz bons filmes policiais. Não por acaso, duas das maiores bilheterias dos últimos anos foram de filmes de gângster: 'Cidade de Deus' e 'Tropa de Elite'. E o primeiro foi quase todo bancado pela produtora de Fernando Meirelles.
LLL
LLL
Troppo - O governo federal continua devendo maior incentivo?
LLL
Ronaldo - Não adianta aumentar o incentivo fiscal. Não faríamos mais filmes. Faríamos filmes mais caros, só isso. Quem pode ajudar são os milionários filantropos que não precisem recorrer às leis de incentivo e que escapem, assim, do dirigismo cultural que privilegia filmes com assuntos 'socialmente relevantes'.
LLL
LLL
Troppo - Qual a sua avaliação sobre 'Tropa de Elite' e como você percebeu a reação do público ao filme?SSS
LLL
Ronaldo - 'Tropa de Elite' é, antes de tudo, um bom filme de gênero. É claro que somente a habilidade de José Padilha na condução das cenas de ação, não explica o fenômeno de vendas de cópias piratas. Mas é um exemplo de filme que trata de assuntos 'socialmente relevantes' respeitando convenções de gênero e deve a isso muito de seu sucesso. É o oposto de um 'Araguaya – A Conspiração do Silêncio', que tenta catequizar o espectador sem se dar ao trabalho de seduzi-lo, e não por uma opção brechtiana de distanciamento, mas por incompetência.
LLL
LLL
Troppo - A pirataria é um problema sem solução?
LLL
Ronaldo - A pirataria é um problema para quem? Para quem não tem dinheiro para ir ao cinema, a pirataria não é um problema, é uma solução. Nunca tantos brasileiros tiveram acesso a tantos filmes quanto hoje, graças à pirataria. E não há pirataria, há piratarias. A lei põe no mesmo saco o cinéfilo que baixa filmes pela internet para ver em casa, o mafioso que copia filmes em grande quantidade para vendas, o camelô que vende essas cópias e o sujeito que compra essas cópias porque não tem dinheiro para levar a família ao cinema. Ou prendem todo mundo ou usam a cabeça e mudam as leis. Felizmente, Gilberto Gil vem propondo alternativas para nossa antiquada Lei de Direito Autoral.
LLL
LLL
Troppo - Incomoda ir ao cinema e ver somente artistas globais no filme?
LLL
Ronaldo - Não. O 'star system' ajuda a vender filmes. Nos Estados Unidos, celebridades do cinema dão peso a séries de televisão. No Brasil acontece o contrário. E não vejo nada de errado nisso.
LLL
LLL
Troppo - Apesar de o Pará ter muito sobre o que falar, o cinema paraense ainda não se faz presente para contar essas histórias. Por quê?
LLL
Ronaldo - Por que não há longas-metragens sendo produzidos no Piauí, por piauienses, ou no Acre, por acreanos, mas há no Ceará, por cearenses, e em Pernambuco, por pernambucanos? Não sei...
LLL
LLL
Troppo - Quais os filmes que você indica para os mais jovens?
LLL
Ronaldo - Filmes mudos. Voltem ao começo. Descubram que tudo o que está sendo feito hoje já foi feito nos primórdios do cinema. A busca por originalidade a qualquer preço é um beco sem saída. Câmera na mão? Abel Gance já usava em 1927. Até arremessava câmeras pelo ar. No lixo e no cinema, o importante é reciclar.
LLL
LLL
Troppo – Você tem algum trabalho em fase de produção ou realização?
LLL
Ronaldo - Estou escrevendo o roteiro de uma história em quadrinhos em parceria com meu amigo Bené Nascimento, internacionalmente conhecido como Joe Bennett, um grande talento paraense que ainda é, infelizmente, pouco reconhecido na terrinha.
LLL
LLL
Troppo - Qual a sua dica para quem quer seguir a carreira de cineasta?
LLL
Ronaldo - Ganhar na Mega Sena e produzir seu próprio filme.
LL
Fonte: jornal O Liberal, em 25.11.07

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Para bom entendedor...


Rua Nascimento Silva cento e sete
Você ensinando pra Elizeth
As canções de canção do amor demais
Lembra que tempo feliz
Ah! Que saudade
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor
Doesse em paz
Nossa famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria
Esse rio de amor que se perdeu
Mesmo a tristeza da gente era mais bela
E além disso se via da janela
Um cantinho do céu e o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza
É preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar de novo o amoooooooor...
SSS
(Carta ao Tom 74, Vinicius de Moraes e Toquinho)