domingo, 24 de fevereiro de 2008

Aqui não tem dia ruim!

Êparrê
Aroeira beira de mar

Canoa
Salve Deus e Tiago e Humaitá
Eta, costão de pedra dos home brabo do mar
Ê, Xangô, vê se me ajuda a chegar
SSS
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de Sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão

SSS
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
SSS
Rio, teu mar praia sem fim
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de Sol, de céu, de mar
Água brilhando
Olha a pista chegando
E vamos nós

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Reencontro e um assunto proibido: monografia.

Depois de alguns dias sem computador, nós no Jacobina. Despedida?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sem título

"Não sei o que é conhecer-me.
Não vejo para dentro.
Não acredito que eu exista por detrás de mim."
SSS
(Fernando Pessoa - Alberto Caeiro)
SSS

SSS
Faltam: 8 dias para a entrega da primeira versão.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Sou Diva!"

“O que alguém vê, bêbado, nas outras mulheres,
é o que vê, sóbrio, em Garbo”, Greta Garbo.

Como falar de cinema e esquecer das divas? Impossível! As verdadeiras são inesquecíveis; imortais. Louise Brooks, Greta Garbo e Marlene Dietrich chegaram ao topo das escadarias do Olimpo de Hollywood. Alguns lampejos de divindade puderam ser vistos em atrizes como Ingrid Bergman, Rita Hayworth, Bette Davis, Elizabeth Taylor, Ava Gardner e Veronica Lake.
Glamour, beleza e insanidade. A primeira deusa (essa de fato), a poderosa da antiguidade, Afrodite, tinha feitiços impecáveis para apimentar o casamento das amigas e culpa no cartório pela morte do pobre Safo, além, é claro, de ter provocado a guerra de Tróia, um pequeno detalhe na vida imortal da musa...
Seguindo o mesmo trilho da sedutora mor e, ainda, como toda diva que se preze, Marlene Dietrich não ligava para a moral e os bons costumes, enquanto a diva das divas, com toda a aura misteriosa que a envolveu por toda vida, comentou certa vez: “O que alguém vê, bêbado, nas outras mulheres, é o que vê, sóbrio, em Garbo”. Humilhou, hein!
Brigas e sedução. Ava Gardner sabia bem o que era isso. Conhecida pelos escândalos homéricos com o marido Frank Sinatra deve ter se mordido de inveja quando começaram os boatos de que Rita Hayworth foi homenageada não só no drinque Margarita (seu verdadeiro nome), mas também teve o rosto colado na bomba de Hiroshima, uma forma de reverência macabra que só uma verdadeira diva poderia receber!
Com o tempo, o estoque de estrelas foi empobrecendo. Jane Russell, Marilyn Monroe e Brigitte Bardot tinham beleza, mas carisma limitado. Claudia Cardinale, Sophia Loren, Jeanne Moreau e Catherine Deneuve já não contavam com a ajuda dos grandes estúdios para cintilar imortalmente.
Hoje, com a televisão, os paparazzi e a Internet, o mistério em torno das atrizes desapareceu. Nicole Kidman, Natalie Portman, Angelina Jolie, entre outras, têm seus brilhos, mas nada é como antes.
Decerto os romanos tinham razão ao dizer que a ninguém é permitido imitar os deuses. Mas a verdade é que continuam imortais as antigas, as verdadeiras, as musas em preto e branco que desceram para abater moralmente, nós, simples mortais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Trecho da entrevista com Joseph Campbell

Joseph Campbell – Sempre digo a meus alunos para irem atrás da felicidade. Ir lá onde o senso profundo da sua existência está. Ir onde seu corpo e sua alma querem ir. Quando você tiver esse sentimento, fique com ele e não deixe ninguém desviá-lo. Você já leu Babbitt do Sinclair Lewis?
Bill Moyers – Faz muito tempo.
JC – Lembra da última frase? “Nunca fiz nada que quisesse fazer em toda minha vida”. Esse é o homem que nunca foi atrás da sua felicidade. Bem, eu ouvi essa frase (...). Um belo dia eu estava num restaurante e em uma mesa estavam sentados um pai, uma mãe e um menino magricelo de uns 12 anos. O pai disse ao menino: “Tome seu suco de tomate”. O menino respondeu: “Não quero”. O pai levantou a voz e disse: “Tome seu suco de tomate!”. E a mãe disse: “Não o obrigue a fazer o que ele não quer”. O pai olhou para ela e disse: “Ele não pode passar a vida fazendo só o que ele quer. Se ele só fizer o que quer, ele morre. Veja meu caso, nunca fiz nada que eu quisesse fazer em toda minha vida”. Eu pensei: “Ó Meu Deus, é o Babbitt em carne e osso!” (risos).
(...)
Uma forma maravilhosa de ensino que tínhamos no Sarah Lawrence, onde lecionei por 38 anos, era o fato de eu ter com os alunos encontros individuais que duravam cerca de meia-hora. Então, conversando sobre coisas que eles faziam, às vezes, eu tocava em algo que despertava uma resposta do aluno. Você vê os olhos abrindo, o rosto se transformando. É uma possibilidade de vida surgindo. E você pode pensar: “Eu espero que essa criança fique bem firme nisso”. Isso pode ou não acontecer, mas quando acontece, eles encontram o caminho da sua vida bem ali.
BM – Como aconselharia alguém a canalizar essa fonte de vida eterna, essa alegria?
JC – Sempre passamos por experiências que podem fazer isso. Uma pequena intuição de onde está sua alegria. Agarre-a! Ninguém pode lhe dizer o que vai acontecer. Você tem que aprender a reconhecer as próprias profundezas.
BM – O senhor sente, quando segue sua felicidade, que pode estar sendo ajudado por mãos ocultas?
JC – O tempo todo. É milagroso. Até criei uma superstição dentro de mim, pois acredito que elas aparecem o tempo todo. Se você segue a sua felicidade, você se coloca num caminho que estava ali o tempo todo esperando por você. E a vida que você deveria estar vivendo é aquela que está vivendo. Podemos ver isso. Você começa a lidar com pessoas que estão no campo da sua felicidade e elas lhe abrem portas. Eu sempre digo: “Siga sua felicidade e não tenha medo. As portas abrirão em lugares onde você nem imagina”.
BM – E o senhor se simpatiza com pessoas que não têm esses meios invisíveis de apoio? (risos)

JC – Sim, desperta compaixão aquele pobre coitado. Vê-lo tropeçando quando a corrente da vida imortal está a sua frente. Realmente desperta piedade (risos).